08.21.07
Posted in Uncategorized at 7:54 am por ernestokramer
Confesso que estou muito insatisfeito com a qualidade de apresentação deste espaço. O canal facilitado por WordPress não é de grande qualidade. A publicação das matérias sofre alterações difíceis e até impossíveis de arrumar; enquanto mais a gente concerta, pior fica. A diagramção é limitada e até parece que cada vez que a gente quer inserir uma imagem, a coisa fica pior. Não é possível fazer uma diagramação mais apresentável.
Conclusão: vou migrar. Já usei o Blogger e logo mais vou pra lá. Oferece mais possibilidades com menos trabalho e não deforma os textos. Mais alguns dias e vou estar em novo endereço, com novo visual.
Por enquanto sigo encarando desde aqui, hoje só reproduzindo uma matéria enviada pelo amigo Luiz Pereira, mais uma sobre sacolas, esperando estar contribuíndo para o conhecimento e a discussão de tudo relacionado com sacolas de plástico e também das outras.
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Posted in Uncategorized at 7:44 am por ernestokramer
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| 10/8/2007 |
| artigo – Washington Novaes |
| O Estado de S. Paulo |
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| A controvérsia está sobre a mesa. O governador José Serra vetou projeto aprovado pela Assembléia Legislativa que exigia a adoção, pelo comércio, de sacolas plásticas oxibiodegradáveis, que, segundo o deputado Sebastião Almeida, autor da proposição, aceleram a decomposição do material numa velocidade até cem vezes maior (o plástico comum levaria dezenas de anos para se degradar).
Segundo o secretário estadual de Meio Ambiente, tratava-se de um ‘engodo plastificado e uma marotice política’ (Folha de S.Paulo, 27/7), também já vetado antes pelo prefeito paulistano. Porque, diz ele, a tecnologia que produz essas sacolas, se permite que o plástico modificado se degrade mais rapidamente que o plástico comum, em contrapartida contamina o meio ambiente ‘de forma agressiva, em razão dos catalisadores empregados, derivados de metais pesados como níquel, cobalto e manganês’; e as partículas produzidas no processo de decomposição, quando atacadas ‘pela ação de microorganismos, irão liberar, além de gases do efeito estufa, como CO2 e metano, metais pesados e outros compostos inexistentes no plástico comum; pigmentos de tintas, utilizados nos rótulos, também se misturarão ao solo’. Já os fabricantes das sacolas usadas atualmente acrescentam que as partículas do plástico fragmentado ‘infiltram-se no solo e contaminam lençóis freáticos’. Segundo eles, há outros plásticos que poderiam ser utilizados em substituição aos atuais sacos – mas são mais caros.
O autor do projeto vetado retruca que o plástico oxibiodegradável já é utilizado em mais de 40 países, entre eles Inglaterra, França e Portugal. Que o argumento da liberação de gases não pode ser invocado, já que o plástico comum, derivado do petróleo, também se decompõe em moléculas de carbono e hidrogênio no solo. E que o preço mais alto dos oxibiodegradáveis é compensado por suas vantagens, já que eles economizam aterro – e os sacos plásticos seriam hoje responsáveis por 18% do lixo paulistano, segundo o secretário do Meio Ambiente (e menos de 1% desse lixo é reciclado em usinas).
Mas a controvérsia não é só paulista. No mês passado, a Câmara Municipal de Curitiba aprovou projeto semelhante. Na discussão, lembrou-se que o Estado do Paraná consome 80 milhões de sacos de plástico por mês (que equivaleriam a ‘uma montanha de 20 toneladas’). No Rio de Janeiro, o secretário estadual de Meio Ambiente já enviou ao governador projeto da mesma natureza (com substituição gradativa dos sacos pelo comércio, que em princípio não se opõe a ela). Também lá um dos argumentos mais fortes é numérico: o Estado consome 1 bilhão de sacos plásticos por ano e 900 milhões de garrafas PET; o governo gasta R$ 15 milhões por ano para dragar rios entupidos por lixo, grande parte de sacos plásticos. No Rio Grande do Sul, a prefeitura de Lajeado lançou, com apoio do comércio, campanha para substituir o plástico por sacolas de pano.
Nem é só brasileiro o tema. Em São Francisco, nos Estados Unidos, foi proibida a utilização desses sacos em supermercados e farmácias. Igual caminho está sendo discutido em Boston, Oakland, Portland, Santa Mônica, Annapolis. Na Europa, vários países – Alemanha e Dinamarca, entre outros – já evitam a entrega gratuita de sacos pelos supermercados à clientela.
Segundo estimativas, o consumo anual de plásticos no Brasil está em 19 quilos por habitante (100 nos Estados Unidos, 70 na Europa). Diz o deputado autor do projeto vetado pelo governador paulista que o consumo do País está em 210 mil toneladas de plástico filme por ano, a matéria-prima dos sacos, que representariam 10% do lixo total do País.
O ex-superintendente do Meio Ambiente do Paraná, Cícero Bley Jr., autor dos planos diretores de limpeza urbana de várias cidades (Vitória, Brasília e Angra dos Reis, entre outras), uma das pessoas que mais entendem do tema no País, acha que os sacos oxibiodegradáveis podem ser vantajosos, já que ao material hoje usado – polietileno de alta densidade – se adicionam agentes primários que aumentam a resistência, mas impedem a reciclagem. A nova tecnologia não abre caminho para a reciclagem, mas permite que o plástico se degrade muito mais rapidamente. E quanto aos metais pesados que se espalhariam na decomposição, diz ele que ‘só se forem usados nas tintas; se usar tinta solúvel ou não usar tinta nenhuma, o problema não existirá’.
Seja como for, é um tema muito relevante para São Paulo. A capital paulista está gerando 13 mil toneladas diárias de lixo domiciliar e comercial (fora lixo industrial, resíduos da construção, lixo de estabelecimentos de saúde, lixo tecnológico e outros). Só não está em situação mais grave graças aos catadores de lixo, que, segundo as estimativas, encaminham às recicladoras 30% do papel e papelão e 20% dos plásticos e dos vidros.
Se o plástico de fato significar 18% do lixo total, evitar que vá para os aterros (graças a sacolas degradáveis) significará uma economia significativa. Não apenas de aterros, mas do próprio custo da coleta. Mesmo com a atual disputa entre a Prefeitura e as concessionárias da limpeza urbana, o poder público está pagando R$ 16 milhões por mês pela coleta (quase R$ 40 por tonelada), ou cerca de R$ 500 mil por dia (Estado, 23/3); 18% disso significará quase R$ 100 mil economizados por dia.
E, no final das contas, ainda será apenas uma pequena contribuição para que se reduza o incrível total de sacos plásticos descartados no mundo – 1 milhão por minuto, ou quase 1,5 bilhão por dia, mais de 500 bilhões por ano. Que são um dos fortes componentes do entupimento da drenagem urbana e dos rios e córregos. Além de contribuírem poderosamente para a formação de zonas mortas de até 70 mil quilômetros quadrados no fundo dos oceanos.
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08.17.07
Posted in Uncategorized at 6:52 am por ernestokramer
Acho que estou meio dependente de postar textos de terceiros. Pra começar, acho que uma parte do barato de um blog é a parte de escrever e hoje estou cheio de ‘achismos’ no assunto sacolas. Acho que isso, neste preciso momento, deveria ser apreciado em conjunto por alguns Pares na Assembléia Legislativa. Por exemplo, visando criar um texto um pouco mais amplo, pontualmente mais explicativo, com algumas adequações textuais e consideração à importância de informar a população sobre o que acontece por causa das sacolas de plástico. Isso último desde já, sem esperar por lei nenhuma.
A Casa mantém uma Comissão especialista em assuntos ambientais. Alguns dos Deputados Membros seguramente podem prestar valiosa contribuição. Mas acho que este não é assunto a ser tratado politicamente, ou pior, partidariamente. Acho que é coisa que deve ser tratada com alta prioridade (acho que é de urgência mesmo), com a independência da consciência de cada parlamentar. Não pode se transformar em guerra entre siglas ou vaidades pessoais, que a coisa vai escambar por vias não biodigeríveis (massa o termo, Roberto).
Acho que tem duas coisas importantes a fazer: repassar informação sobre sacolas a toda a população, inclusive usando dinheiro público; e tocar a lei pra frente com ampla participação popular. Uma Audiência Pública ajuda a difundir a discussão do problema, chama a atenção do interesse das pessoas, envolve a mídia com temas atuais e importantes.
Acho que, se tem “guerra” no mercado petroquímico ou não, pouco interessa ao consumidor final. O que interessa é que os cidadãos deste Estado não estão em guerra entre si. Considerando a dimensão do problema, só podemos ter pressa por introduzir mudanças nos hábitos e nas preferências das pessoas, e por regulamentar o uso de um produto industrial: a sacola de plástico.
Acho que um substitutivo aos Projetos de Lei das Sacolas seria uma saudável iniciativa, para promover a discussão pública, objetiva e desapaixonada, visando a proteção do meio ambiente, o bem-estar da sociedade, considerando o desenvolvimento futuro.
Nenhum dos textos apresentados reúne elementos relevantes, sobretudo em promoção de campanhas de informação e educação, nem considera ações que incentivem a redução do consumo. Estes são termos que vem sendo estudados por algumas entidades ambientalistas reunidas na Capital, ainda antes que qualquer projeto de lei fosse apresentado.
Sem dúvida existem entidades que possuem capacidade, competência e seriedade para executar projetos educativos, mas também precisam o apóio do Poder Público. Este não pode deixar de assumir sua parte na responsabilidade pelo desastre ecossocial que estamos vivenciando.
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08.16.07
Posted in Uncategorized at 7:55 am por ernestokramer
(André Trigueiro, pós-graduado em meio ambiente, jornalista,
redator e apresentador de jornal da TV Globo)
Creio que um dos primeiros presentes que recebi de meus sogros em Viena foram 2 bolsas de algodão para ir ao supermercado. Depois compreendi. Os supermercados, farmácias e boa parte do comércio varejista (aqui no Brasil, né André) embalam em saquinhos tudo o que passa pela caixa registradora. Não importa o tamanho do produto que se tenha à mão, aguarde a sua vez porque ele será embalado num saquinho plástico. O pior é que isso já foi incorporado na nossa rotina como algo normal, como se o destino de cada produto comprado fosse mesmo um saco plástico…
Nossa dependência é tamanha que quando ele não está disponível costumamos reagir com reclamações indignadas. Quem recusa a embalagem de plástico é considerado, no mínimo, exótico. Outro dia fui comprar lâminas de barbear numa farmácia e me deparei com uma situação curiosa: a caixinha com as lâminas cabia perfeitamente na minha pochete. Meu plano era levar para casa assim mesmo. Mas num gesto automático, a funcionária registrou a compra e enfiou rapidamente a mísera caixinha num saco onde caberiam seguramente outras dez. Pelas razões que explicarei abaixo, recusei gentilmente a embalagem.
A plasticomania vem tomando conta do planeta desde que o inglês Alexander Parkes inventou o primeiro plástico, em 1862. O novo material sintético reduziu os custos dos comerciantes e incrementou a sanha consumista da civilização moderna. Mas os estragos causados pelo derrame indiscriminado de plásticos na natureza tornou o consumidor um colaborador passivo de um desastre ambiental de grandes proporções. Feitos de resinas sintéticas originadas do petróleo, esses sacos não são biodegradáveis e levam séculos para se decompor na natureza.
Usando a linguagem dos cientistas, esses saquinhos são feitos de cadeias moleculares inquebráveis, e é impossível definir com precisão quanto tempo levam para desaparecer no meio natural. No caso específico das sacolas de supermercado, por exemplo, a matéria-prima é o plástico-filme, produzido a partir de uma resina chamada polietileno de baixa densidade (PEBD).
No Brasil são produzidas 210 mil toneladas anuais de plástico-filme, que já representa 9,7% de todo o lixo do país. Abandonados em vazadouros, esses sacos plásticos impedem a passagem da água, retardando a decomposição dos materiais biodegradáveis, e dificultam a compactação dos detritos. Essa realidade que tanto preocupa os ambientalistas no Brasil, já justificou mudanças importantes na legislação – e na cultura – de vários países europeus.
Na Alemanha, por exemplo, a plasticomania deu lugar à sacolamania (cada um levando sua própria sacola). Quem não anda com sua própria sacola a tiracolo para levar as compras é obrigado a pagar uma taxa extra pelo uso de sacos plásticos. O preço é salgado: o equivalente a sessenta centavos a unidade.
A guerra contra os sacos plásticos ganhou força em 1991, quando foi aprovada uma lei que obriga os produtores e distribuidores de embalagens a aceitar de volta e a reciclar seus produtos após o uso. E o que fizeram os empresários? Repassaram imediatamente os custos para o consumidor. Além de antiecológico, ficou bem mais caro usar sacos plásticos na Alemanha. Na Irlanda, desde 1997 paga-se um imposto de nove centavos de libra irlandesa por cada saco plástico. A criação da taxa fez multiplicar o número de irlandeses indo às compras com suas próprias sacolas de pano, de palha, e mochilas.
Em toda a Grã-Bretanha a rede de supermercados CO-OP mobilizou a atenção dos consumidores com uma campanha original e ecológica: todas as lojas da rede terão seus produtos embalados em sacos plásticos 100% biodegradáveis. Até dezembro deste ano, pelo menos 2/3 de todos os saquinhos usados na rede serão feitos de um material que, segundo testes em laboratório, se decompõe dezoito meses depois de descartado. Com um detalhe interessante: se por acaso não houver
contato com a água, o plástico se dissolve assim mesmo, porque serve de alimento para microorganismos encontrados na natureza.
Não há desculpas para nós brasileiros não estarmos igualmente preocupados com a multiplicação indiscriminada de sacos plásticos na natureza. O país que sediou a Rio-92 (Conferência Mundial da ONU sobre Desenvolvimento e Meio Ambiente), e que tem uma das legislações ambientais mais avançadas do planeta, ainda não acordou para o problema do descarte de embalagens em geral, e dos sacos plásticos em particular.
A única iniciativa de regulamentar o que hoje acontece de forma aleatória e caótica foi rechaçada pelo Congresso na legislatura passada. O então deputado Emerson Kapaz foi o relator da comissão criada para elaborar a “Política Nacional de Resíduos Sólidos”. Entre outros objetivos, o projeto apresentava propostas para a destinação inteligente dos resíduos, a redução do volume de lixo no Brasil, e definia regras claras para que produtores e comerciantes assumissem novas responsabilidades em relação aos resíduos que descartam na natureza, assumindo o ônus pela coleta e processamento de materiais que degradam o meio ambiente e a qualidade de vida. O projeto elaborado pela comissão não chegou a ser votado. Não se sabe quando será. Sabe-se apenas que não está na pauta do Congresso…
Omissão grave dos nossos parlamentares que não pode ser atribuída ao mero esquecimento. Há um lobby poderoso no Congresso trabalhando no sentido de esvaziar esse conjunto de propostas que atinge determinados setores da indústria e do comércio. É preciso declarar guerra contra a plasticomania e se rebelar
contra a ausência de uma legislação específica para a gestão dos resíduos sólidos. Há muitos interesses
em jogo. Qual é o seu?
Vamos fazer a nossa parte: mudar nossa conduta
e repassar a mensagem deste texto.
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Posted in Uncategorized at 7:43 am por ernestokramer
Plástico (1)
Tenho na minha mão cópia impressa de Projeto de Lei do Deputado Agostini. Observo que o prazo proposto para degradação das sacolas de plástico é curto e só pode se referir a sacolas feitas com amido ou similar. Subproduto da mandioca e outros tubérculos, é misturado com “plástico” para produzir as sacolinhas.
Funciona assim: a parte mandioca dissolve rapidamente e fica um resíduo de polímero em pó, que não é biodegradável. Persiste a ameaça ambiental. O plástico oxi-biodegradável tem características diferentes, se apresentando como possuindo a qualidade de ser 100% biodegradável.
Discordo quando afirmas que projetos idênticos foram vetados pelos Srs. Serra e Kasaab – SP. Fica evidente na comparação lado a lado, que nada tem em comum, além do desejo manifesto de colocar o assunto em discussão. Tivesse um arq.doc do Projeto do Dep. Agostini já teria postado neste blog. Pode mandar que publico.
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Posted in Uncategorized at 7:41 am por ernestokramer
Plástico (2)
Evidentemente há rumeores de batalhas entre interesses transnacionais, coisas totalmente normais nas condições impostas pela ocupação de espaço num competitivo mercado global. O ambientalismo é considerado o mercado do futuro imediato. Empresas preocupadas ambientalmente conquistam nichos que pareciam exclusivos. Nesse âmbito competitivo tudo pode acontecer, tudo e qualquer coisa e tudo vale, como no vale-tudo. O mundo empresarial está assim mesmo.
Parece-me importante levar ao consumidor final toda a informação possível, sendo o assunto de tal importância socioambiental. Como jornalista podes contribuir bastante, visando a discussão social de uma trama que se apresenta complicada, mas, na realidade é assunto que o interesse da Nação deve considerar com urgência, sem constrangimentos terroristas que às vezes permeiam algumas mudanças nas preferências do mercado.
Uma Audiência Pública é inevitável e muito desejável, mas tem que estar ciente da urgência na regulamentação do uso deste produto. Gostaria mesmo é ter acesso à nota oficial da RoyalPack, para ler e postar.
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Posted in Uncategorized at 7:37 am por ernestokramer
Sacolas (3)
Não podemos, conscientemente e sabendo, seguir usando as sacolinhas tradicionais do jeito que estamos fazendo. Causamos um desastre que está assumindo proporções alarmantes. Mas também podemos nos adaptar a costumes que não agridam a natureza, tentando assegurar uma certa qualidade de vida no futuro. É a onda que está varrendo o mundo todo, não por moda, mas por necessidade premente.
No mundo atual, contemporâneo, essa “onda verde” vem acompanhada de novas tecnologias que disputam o “mercado verde”, que está em estado de explosiva expansão. Tentam seguir a tendência de aplicar “tecnologias suaves”, não agressivas ambientalmente, com produtos de mais duração, manufaturados com matérias primas renováveis, produzidas sem elementos tóxicos, recicláveis e biodegradáveis.
Novas empresas estão surgindo e antigas empresas devem se adequar ou desaparecer. Isso produz tensão e disputas no mercado. Nada demais, se conseguirmos enxergar os verdadeiros interesses da sociedade humana.
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08.11.07
Posted in Uncategorized at 11:59 am por ernestokramer
Encarnando o rol de pró-jornalista, a gente passa a repassar informações mas, para escrever com base, a experiência é básica (é redundância?). Como informado em post anterior, recebemos algumas centenas de sacolas oxi-biodegradáveis para distribuir durante a Jiasa, organizada pelo Calimed, na Ufsc.
Confesso que fiquei com algumas e estamos fazendo testes. Elas não são mais resistentes que as tradicionais, mas ninguém afirma isso. Elas furam do mesmo modo, se colocamos nelas materiais não destinados para esse fim. Por esse lado, nada de anormal.
As sacolas que recebi garantem uma capacidade de 5 quilos e isso (e mais) elas seguram, igual a qualquer outra sacola de mercado com especificações similares, sem problema.
A diferência mesmo, além da biodegradação garantida, está no valor do produto. Informado pelo produtor, repasso a informação: 10 a 30% mais caras. Sacos maiores para lixo podem ter diferença até um pouco maior. Entram vários fatores como espessura, colorido, impressão, e por aí.
Podemos considerar esta diferença de valor um custo irrisório, comparando com o benefício ambiental obtido pelo seu uso. Estamos falando de centavos ou frações de centavo!
Como referência, sabemos que no Estado da California calcularam um custo pós-uso de 17 centavos de dólar por sacola tradicional (arredonda em 30 centavos de real). Ou seja, nos desfazer das sacolas de uma forma mais ou menos correta, custa umas 10 vezes mais que o valor mercado de uma sacolinha no retalho.
Esse custo, que passa a ser social, fica minimizado com o uso das oxi-biodegradáveis. Estas também podem ser recicladas antes de degradar, sem afetar a qualidade do novo plástico produzido. Ou podem ir direto ao lixão, degradando em forma relativamente rápida, se integrando no composto orgânico sem deixar resíduos nocivos.
Fica evidente que o valor inicial levemente maior é totalmente recuperado e se converte em lucro social e ambiental no pós-uso.
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08.10.07
Posted in Uncategorized at 6:09 am por ernestokramer
Hoje chego e vejo um e-mail com o anexo aqui reproduzido. Quem escreveu foi Amélia Safatle e parece que foi publicado no Terra. Falta ainda questionar o algodão com o qual os panos são produzidos. Quem conhece uma plantação de algodão sabe da quantidade de tóxicos que são usados. Mas vamos voltar sobre o tema; faz parte.
Ontem mesmo chegou na redação uma correspondência da Bracelpa, associação que reúne as empresas de celulose e papel, convidando para uma premiação sobre desenvolvimento sustentável. Na frente no envelope, um aviso: “O papel deste impresso provém de florestas plantadas, que são recursos naturais renováveis”. No verso, um grande símbolo de reciclagem com a frase: “Não contamine. Use papel”. Só que tudo isso veio embalado num saquinho de plástico.
Outro dia, havia chegado mais um convite, de uma consultoria chamada Key Associados cuja logomarca vem acompanhada do adendo: “soluções sustentáveis”. O envelope era de papel, mas chamava atenção pelo tamanho, maior que os padrões. O papel pode até ser um recurso renovável, mas até os renováveis precisam ser poupados, como bem sabe uma empresa de consultoria na área. O convite em si era feito de um plástico rígido. Em nenhum dois, envelope ou conteúdo, qualquer símbolo de reciclagem ou aviso sobre a origem e a melhor destinação dos materiais.
Os dois casos serviriam para exemplificar que o setor produtivo, de alguma forma, está atento à imagem – positiva ou negativa – que pode causar no que se refere à sustentabilidade. E que embora o discurso ambiental esteja na ponta da língua, a dissonância com a prática é capaz de levar ao efeito inverso.
Junte-se a esses casos a recente polêmica envolvendo os sacolas plásticas de supermercado e o resultado é um consumidor desorientado entre setores industriais se digladiando, sob os mais diversos interesses políticos. Só mesmo uma minuciosa análise de ciclo de vida do produto, específica para cada situação, é capaz de indicar quais materiais prejudicam menos ou mais o ambiente – papel ou plástico, vidro ou pet e assim por diante.
O plástico leva décadas ou centenas de anos para se biodegradar (lançado na década de 30, não se sabe ainda o tempo exato), é responsável pela morte de animais marinhos e feito de um recurso não renovável – a nafta. Mas, por ser mais leve que o papel, o vidro e a lata, leva a uma emissão menor de carbono no transporte dos produtos.
Outra defesa usada pelos fabricantes: o plástico vem de uma sobra do refino do petróleo, que se não fosse aproveitada nessa produção, teria de ser queimada. Ou seja, sua fabricação não leva a uma maior extração de petróleo, apenas aproveita a extração que é demandada pela indústria de combustíveis.
Enquanto isso, há um movimento contra as sacolas de plástico. Em várias partes do mundo, as sacolas de supermercados foram proibidas, ou então foi vetada a sua distribuição gratuita. No Brasil, há uma série de projetos nesse sentido. No estado de São Paulo, um projeto de lei exigindo o uso de sacolas plásticas oxibiodegradáveis no comércio – que se decompõem em poucos meses em vez de muitas décadas – foi aprovado na Assembléia Legislativa, mas em seguida vetado pelo governador José Serra, não sem duras críticas do secretário de meio ambiente Xico Graziano.
Segundo Graziano, as enzimas que tornam possível a rápida degradação do plástico contêm metais pesados que contaminam o ambiente. Por isso, o tucano classificou de “engodo técnico e marotice política” o projeto de autoria de um petista, o deputado estadual Sebastião Almeida.
Eduardo Van Roost, diretor da Res Brasil, representante de uma empresa inglesa que fornece o aditivo oxibiodegradável, responde que dispõe de todos os laudos técnicos atestando a inocuidade das enzimas no meio ambiente. Segundo Van Roost, o aditivo se presta também ao plástico feito da cana-de-açúcar que, embora tenha uma origem renovável, não é biodegradável. No site da empresa (www.resbrasil.com.br), um contador eletrônico mostra a velocidade com que são produzidas as sacolas plásticas por ano em todo o mundo. É desesperador.
Destas, a maioria não é reciclada, no máximo reutilizada como sacos de lixo que vão parar nas ruas, lixões e aterros. Uma alternativa às sacolas convencionais e às degradáveis são as boas e velhas sacolas de pano, que já se tornaram grife nos EUA. Na loja de orgânicos Whole Foods, estão sendo largamente vendidas sacolas de pano com a inscrição “Não Sou uma Sacola de Plástico”.
No Brasil, a empresa Gatto de Rua lançou em maio sacolas feitas de fibra de polipropileno que são adaptáveis aos carrinhos de supermercado, de olho no público consumidor consciente que rejeita as sacolas de plástico. Segundo Mario Gaspar, diretor executivo que patenteou as sacolas (criadas por sua esposa), a empresa está em negociação com duas grandes redes de supermercado para comercializar o produto diretamente para a pessoa física. Por enquanto a empresa está tentando vender as sacolas para pessoas jurídicas, como material promocional – brindes – e espaço para mídia alternativa.
Para Van Roost, é uma iniciativa louvável, mas ele lembra que nem todo mundo que vai às compras sai de casa preparado com as sacolas de pano ou de fibra de poliproleno debaixo do braço. Para quem vai diretamente do trabalho, por exemplo, as sacolinhas tradicionais, biodegradáveis ou não, ainda são necessárias.
Mas a idéia é que caiam cada vez mais em desuso. E que a sacolinha plástica seja um mote para discutir e rever modelos de produção e hábitos de consumo e em geral, dos produtos que estão fora e dentro delas.
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08.09.07
Posted in Uncategorized at 7:09 am por ernestokramer
Recebi a seguinte contribuição e me parece extremamente interessante. Deixo aqui para todos ver.
Muito interessante este blog sobre sacolas plasticas e ações populares, gostaria de tecer alguns comentários sobre o tema.
Quem trabalha no ramo de resinas termoplasticas como eu, sabe que a solução definitiva para o tema esta nos plasticos que foram desenvolvidos para serem totalmente bio degradaveis, tais como PHB ou derivados do Acido Polilático (PLA).
Estes polímeros hoje, são muito caros pois não tem plantas com capacidade de produzi-los em quantidades suficientes para atender a demanda alem de estarem com a tecnologia de produto e processos em desenvolvimento
Portanto a solução definitiva levará muito tempo, estimo para o periodo 2010 a 2015.
O que faremos até lá? continuaremos sem fazer nada ou asssumimos uma solução intermediaria, eficaz e barata até termos uma definitiva?
Muito se fala, muito se discute, como tudo no Brasil, buscamos a excelencia em legislações, normas e regulamentos e esquecemos da prática, esquecemos do bom senso, esquecemos experiencias bem sucedidadas de paises avançados que estão fazendo algo de concreto a respeito e nos deixamos levar por interesses de grandes corporações da industria petroquimica em proteger seus negocios futuros, contra soluções práticas.
Sou favorável ao uso de aditivos oxi-biodegradaveis como solução temporária para as sacolas,
Já esta mais comprovado que estes aditivos são um passo a frente no tema sacolas plasticas, obviamente não são a melhor solução técnica ou a solução ecologica ideal, mas vamos aos fatos:
(1) Oxi biodegradavel ou oxo-biodegradavel reduzem o peso molecular do polietileno Mw abaixo de 5.000 (atende norma ASTM)
(2) O material resultante é bio degradavel , gera CO2+H2O + bio massa e não contem metais pesados
(3) Esta bio massa pode ser e é utilizada em compostagem,
(4) Ele pode ser perfeitamente incinerado e ser utilizado como energia, ou todos continuam a sonhar que teremos aterros para sempre?????
Para que possamos garantir um mundo melhor as proximas gerações, esta na hora de pensarmos e agirmos de forma mais prática, mais técnica e deixarmos de lado tecnocracias ou politicagens em temas ja comprovados em paises ao norte da linha do Equador.
Não quero simplificar temas complexos como este, mas de fato quais alternativas estamos discutindo contra os aditivos Oxi Biodegradaveis?
(a) Usar outros materiais que gastam mais energia, num mundo onde precisamos economizar?
(b) Usar novos materiais muito caros e ainda limitados em aplicações commodities como sacolas e filmes?
(c) Deixar como esta e emburrar com a barriga em discusões vagas, politicas, com interesses outros se não o bem estar do homem e a ecologia?
Espero que a sabedoria, a pratica e a boa fé predominem nesta discussão e processo…..
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Posted in Uncategorized at 6:38 am por ernestokramer
Na Assembléia Legislativa de santa Catarina foram apresentados dois Projetos de Lei para regulamentar o uso de sacolas de plástico. Apresento aqui a proposta do Deputado Estadual Professor Grando. Apenas eu conseguir cópia, também vou postar a proposta do Deputado Agostini.
PROJETO DE LEI Nº
Dispõe sobre a utilização obrigatória de embalagens biodegradáveis.
Artigo 1º. Ficam obrigados os estabelecimentos comerciais no Estado de Santa Catarina a utilizar para o acondicionamento de produtos e mercadorias em geral embalagens plásticas oxi-biodegradáveis – OBP’s quando estas embalagens possuírem características de transitoriedade.Parágrafo único. Entende-se por embalagem plástica oxi-biodegradável aquela que apresente degradação inicial por oxidação acelerada por luz e calor, e posterior capacidade de ser biodegradada por microorganismos e que os resíduos finais não sejam eco-tóxicos.Artigo 2º. As embalagens devem atender aos seguintes requisitos:I – Degradar ou desintegrar por oxidação em fragmentos em um período de tempo especificado;II – Biodegradar – tendo como resultado CO2, água e biomassa;III – Os produtos resultantes da biodegradação não devem ser eco-tóxicos ou danosos ao meio ambiente;IV – Plástico, quando compostado, não deve impactar negativamente a qualidade do composto, bem como do meio ambiente.Artigo 3º. Os estabelecimentos comerciais terão prazo de um ano a contar da data de publicação desta lei para substituir as sacolas comuns pelas biodegradável.Artigo 4º – As empresas que produzem as embalagens plásticas oxi-biodegradáveis deverão estampar as informações necessárias sobre qual aditivo está utilizando na embalagem, com a logomarca do referido aditivo e informando que a mesma é oxi-biodegradáveis, para a correta visualização do consumidor.Artigo 5º – Esta lei restringe-se às embalagens fornecidas pelos estabelecimentos comerciais, excetuando-se, portanto, as embalagens originais das mercadorias. Artigo 6º – O descumprimento das disposições contidas nesta Lei, acarretará ao infrator o pagamento de multa no valor de R$ 3.000,00 (Três Mil Reais).Parágrafo Único – Na reincidência, a multa será aplicada em dobro. Artigo 7º – O Poder Executivo regulamentará esta lei, especialmente quanto à atribuição de competência para fiscalizar seu cumprimento e impor a penalidade prevista no artigo 6º.Artigo 8º – As despesas decorrentes da execução desta Lei correrão por conta de dotação orçamentária própria, suplementada se necessário.Artigo 9º – Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Sala das Sessões, em
Deputado Professor Grando
Justificativa
A busca de soluções para os riscos do aquecimento global deve ir além dos esforços já conhecidos, decorrentes de acordos internacionais como o Protocolo de Kioto. Estados e municípios, empresas e cidadãos devem promover ações visando mitigar as causas deste fenômeno extremamente complexo e danoso a vida no planeta. Dentre as ações necessárias ao nosso alcance, estão as alteração de métodos de produção e a utilização de matérias-primas menos poluentes em produtos imprescindíveis em nosso cotidiano. É o que ocorre com o plástico, fração de 3 a 5% de cada barril de um material que utiliza petróleo em sua produção. Importante lembrar que algumas embalagens plásticas levam até 300 anos para se decompor.Note-se a questão das sacolas plásticas utilizadas nos supermercados catarinenses. Acostumadas a carregar as compras, as pessoas incorporaram os saquinhos plásticos no cotidiano. Utilizam-se deles para forrar latas e abrigar o lixo doméstico. Onde não existe a coleta seletiva, todo esse plástico termina em aterros sanitários e mesmo nos lixões ainda existentes, dificultando e impedindo a decomposição de materiais biodegradáveis. A situação poderia ser amenizada se houvesse maior preocupação com a reciclagem do nosso lixo doméstico. Em média, cada saquinho de supermercado jogado no lixo pode demorar até um século para decompor na natureza. Só para se ter uma idéia, o Brasil produz anualmente 210 mil toneladas de plástico filme, a matéria-prima dos saquinhos plásticos. E isso representa cerca de 10% do lixo do país. O filme plástico convencional é produzido a partir do polietileno de baixa ou de alta densidade, originado do petróleo, não reconhecido como biodegradável, e poluente também durante sua produção. Até por isso, tem bastante gente se mexendo para substituir o produto no mercado. Cientistas brasileiros do Instituto de Pesquisas Tecnológicas da Universidade de São Paulo (IPT/USP) desenvolveram um plástico derivado do açúcar de cana. O custo é mais elevado, o que atrapalha previsões sobre o alcance do produto. Mas, é um produto que demora 60 dias para se degradar completamente contra os 100 anos ou mais dos plásticos convencionais. Pensando em economia de escala, talvez a utilização deste componente em outros materiais, possam diminuir os custos de produção. Investir em tecnologias menos nocivas ao meio ambiente, talvez seja o grande diferencial competitivo deste século. Nossa intenção, assim como, outras iniciativas semelhantes
em diversos Estados brasileiros, é amenizar o impacto dessas sacolas plásticas. Ressalta-se, sem punir o consumidor, apenas pela adoção de novas tecnologias já conhecidas e implementadas. Nossa luta pela conscientização ambiental respalda esta iniciativa. Lembrando ainda que a redução, ou mesmo a não utilização de sacolas plásticas seria o ideal. Reciclar também é preciso. Assim sendo, pedimos aos eminentes deputados, a análise e posterior aprovação desta matéria, para o bem de Santa Catarina.
Deputado Professor Grando
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Posted in Uncategorized at 6:30 am por ernestokramer
Um Projeto de Lei que visa o regulamento do uso de sacolas de plástico no Município de Florianópolis foi protocolado na Câmara de Vereadores na segunda feira 6 de julho. A iniciativa é do Vereador Alexandre Fontes, assumindo com responsabilidade seu rol de Presidente da Comissão de Turismo e Meio Ambiente.
O fato destaca Floripa como o primeiro município de Santa Catarina a se preocupar seriamente com o desastre ambiental produzido pelas sacolas. É um primeiro passo que deverá ser seguido em breve por outros municípios do Estado.
A Lei vai obrigar os comerciantes a trocar as embalagens de plástico tradicional por oxi-biodegradáveis. O prazo proposto para completar a mudança é de um ano e pode ser realizado em forma escalonada.
Considerando a necessidade de informar, conscientizar e educar a população, em relação ao problema, é destaque a preocupação do Vereador. No Projeto inclui a possibilidade de realizar campanhas, sem onerar os cofres públicos.
Quem pode ficar magoado são aqueles que não querem mais usar sacolas de plástico, qualquer uma delas, pois terão que seguir pagando pelo que não usam. Tem Lei que obriga comerciantes a fornecer embalagem para os produtos que vende. Isso ainda pode (e deve) ser discutido, pois ninguém pode ser obrigado a levar o que não quer.
O próprio Código não se preocupa com questões ambientais, que realmente são direitos de todos os consumidores. É contraditório em sua essência, sendo que obriga uma venda casada. Precisamos um Código Verde, que dê garantias ao consumidor contemporâneo que aquilo que consome não produz danos ambientais e não prejudique o consumo e a vida de futuras gerações.
Publico o Projeto de Lei em sua íntegra, pois vai ter que ser discutido pela população
em geral. Ainda terá que passar por algumas Comissões antes de chegar a uma Audiência Pública. E logo ser enviado para assinatura do Prefeito. Ninguém cogita o veto da redação final, sendo assunto de tanta importância ambiental e social. O que há é pressa em sua aprovação, vista a dimensão do problema que está sendo criado.
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Posted in Uncategorized at 6:28 am por ernestokramer
projeto de lei nº. 12443/ 2007. DISPÕE SOBRE A SUBSTITUIÇÃO DO USO DE SACOLAS E SACOS PLÁSTICOS NAS INSTITUIÇÕES QUE MENCIONA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. O Povo de Florianópolis, por seus representantes, aprova e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1° As empresas de direito privado, com atuação no Município de Florianópolis, deverão substituir o uso de sacolas e sacos plásticos por sacolas e sacos ecológicos conforme o disposto nesta Lei. Parágrafo único. Entende-se por sacolas e sacos plásticos qualquer invólucro, manufaturados com resina petroquímica, destinados ao acondicionamento e transporte de produtos e mercadorias em geral, bem como sacos para lixo. Art. 2º As sacolas e sacos ecológicos são aqueles ambientalmente corretos, de papel, tecido ou de material oxi-biodegradável.
Parágrafo único. O plástico, quando contido na composição das sacolas e sacos ecológicos,
não deve impactar negativamente na qualidade do composto, bem como no meio ambiente.
Art. 3º As sacolas e os sacos plásticos devem atender aos seguintes requisitos:
I - degradar ou desintegrar, por oxidação em fragmentos em um período de tempo
não superior a 20 (vinte) meses;
II – biodegradar, tendo como resultado CO2, água e biomassa;
Parágrafo único. Os produtos resultantes da biodegradação não poderão ser tóxicos
ou danosos ao meio ambiente;
Art. 4° A substituição a que se refere o art. 1° desta Lei deverá ocorrer, em todas as empresas,
da seguinte forma:
I - 40% em 04 (quatro) meses; II - 80% em 08 (oito) meses; e, III - 100% em 01 (um) ano. Art. 5º Os estabelecimentos de que trata esta Lei deverão, dentro do prazo de substituição a que se refere o art. 4º, manterem disponíveis a seus clientes, bolsas, sacolas, sacos ou cestas confeccionadas com material resistente e biodegradável para o uso continuado na acomodação e transporte dos produtos adquiridos. Art. 6° A inobservância do disposto nesta Lei acarretará ao infrator imediata autuação e suspensão do alvará de funcionamento enquanto não forem substituídas as sacolas. Parágrafo único. Em caso de reincidência, aplicar-se-á ao infrator multa no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais), a ser revertida ao Fundo Municipal do Meio Ambiente. Art. 7º Fica autorizado o Poder Público, através da administração direta e indireta, a promover campanhas de conscientização acerca dos danos causados pelas sacolas e sacos plásticos, bem como os ganhos ambientais da utilização do plástico oxi-biodegradável ou biodegradável, por meio de convênios e parcerias com Organizações Não Governamentais (ONG) e congêneres sem fins econômicos. Art. 8° O Poder Executivo regulamentará esta Lei em até 90 (noventa) dias a partir da sua publicação.
Art. 9º Esta Lei entra em vigor 90 (noventa) dias após a sua publicação. Sala das Sessões, em 06 de agosto de 2007.
Alexandre Filomeno Fontes
Vereador de Florianópolis – Líder do Partido Progressista
Justificativa
Ofereço à consideração de meus pares, o incluso Projeto de Lei que dispõe sobre a substituição do uso de sacolas e sacos plásticos nas instituições que menciona e dá outras providências. O projeto em apreço emerge da necessidade de substituir, num prazo de 01 (um) ano, o uso de sacolas e sacos plásticos por sacolas e sacos ecológicos ambientalmente corretos, de papel, tecido ou de material oxi-biodegradável, visto que o descarte indiscriminado de materiais plásticos na natureza, tornou o consumidor um colaborador ativo de um dano ambiental de grandes proporções, pois as sacolas e os sacos plásticos são elaborados a partir da resina sintética proveniente do petróleo, levando, assim, séculos e séculos para se decomporem na natureza, ao contrário dos oxi-biodegradaveis ou biodegradável, os quais tem uma ação degradante infinitamente inferior, pois tem seu tempo de decomposição estimado em, no máximo, 18 meses. Outrossim, o projeto vai ao encontro dos vários programas de iniciativa governamental, no sentido de diminuir o lixo ambiental que as sacolas e sacos produzem. Ainda, a proposição ao estatuir a substituição das sacolas e sacos plásticos, estabelece normas especificas sobre a preservação do meio ambiente, sendo tal competência comum entre a União, Estados, Distrito Federal e Municípios. Por fim, por entender tratar-se de matéria importante, espero contar com o imprescindível apoio de Vossas Excelências no sentido de emprestarem sufrágio à aprovação da presente matéria, para que esta Casa Legislativa em conjunto com o Poder Executivo, dêem o exemplo de preservação do meio ambiente e de criação de políticas públicas ecologicamente corretas. Sala das Sessões, em 06 de agosto de 2007.
Alexandre Filomeno Fontes
Vereador de FlorianópolisLíder do Partido Progressista
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Posted in Uncategorized at 6:24 am por ernestokramer
Acho que ninguém pode eliminar as sacolas de plástico de nossa civilização global simplesmente por decreto. Em prazo não muito longo vão sumir mesmo, não faltando tanto assim para acabar a matéria prima da qual são feitas. Antes disso podem ficar inviáveis devido aos altos valores que vai alcançar um produto em extinção.
Conjugam-se aí leis de mercado e da natureza. É por isso que se fala serem um produto insustentável, com o agravamento de sua disposição pós-uso. Acaba-se o petróleo e fica o Planeta atolado por trilhões de pedaços de plástico que demorarão séculos para desaparecer, ainda deixando um rasto de contaminação ambiental. Não é um problema besteirinha qualquer.
Não manejo muito bem as estatísticas, mas é o que dispomos como referência. Alguém calculou, três anos atrás, que cada um dos brasileiros é responsável pelo uso de 66 sacolas por mês; 692 por ano. Multiplique pelos tantos que compõem sua família.
Em dinheiro nem é tanto assim, ainda que gostaria ter toda essa grana no meu bolso agora. Você compra um milheiro de sacolas sem imprimir por vinte reais. No mercado provavelmente está pagando 4 a 6 centavos por cada sacola, ou até mais, quem sabe? Ninguém informa. É caixa preta.
Uma bolsa reutilizável de pano, sem griffe nem frescuras, mas de pano de boa qualidade, pode sair por menos de vinte reais. Não faz mal se é mais cara – para efeito comparativo – seja pelo pano ou pela criatividade do designer e do produtor. O caso é que uma destas sacolas vai poupar, ao longo de sua vida útil, alguns poucos milhares de sacolinhas de plástico. De fato vai sair mais barata que o uso de sacolas de plástico e, obviamente, será bem mais amigável com o nosso meio ambiente. Ela vai biodegradar completamente sem agredir.
Agora me pergunto – e deixo a pergunta em aberto para todos – qual seria o incentivo para uma mudança de costumes, se as pessoas conscientes do problema estão sendo penalizadas a pagar duas vezes: pelo que considera correto e mais barato, e pelo que acha errado e é mais caro.
Não estou achando pé nem cabeça. De fato, nossos legisladores deveriam considerar seriamente o fato e tomar em conta esta situação.
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Posted in Uncategorized at 6:21 am por ernestokramer
Estes são os caras que vão cobrar de você: farão perguntas como “quem deixou todo esse lixo no meu planeta?”

EcoLógica funciona para promoção corporativa. É uma forma de ser ambientalmente certo usando simples sentido comum.
Que empresa não quer ser percebida como sendo cuidadosa e responsável com o meio ambiente e, por isto, merecer credibilidade e lealdade?
Você acha que pode conseguir isso gastando alguns milhões de reais com propaganda? Ninguém vai acreditar nem tomar você com seriedade. Mas distribua algumas sacolas reutilizáveis e veja o que acontece.
A conversa de reutilizar vem antes que reciclar. Os problemas que encaramos lançam a per4gunta de quanto impacto um indivíduo isolado pode ter em um problema de tão vastas proporções e complexidade.
Pare de pensar! Tem uma coisa que você pode fazer imediatamente: prometa nunca mais usar produtos descartáveis que agridam a natureza. Só use o que pode ser reutilizado, incluindo aí as sacolas. Plástico e papel são nocivos ao meio ambiente. Use pano no lugar deles.
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Posted in Uncategorized at 6:14 am por ernestokramer
Uma pessoa consciente não precisa de leis. O mesmo se aplica a uma sociedade. Para nós parece utópico o que em outros lugares é corriqueiro. Com as sacolas de plástico não é diferente. Tem lugar por aí onde os próprios comerciantes fizeram acordo para não seguir distribuindo esse tipo de embalagem. Em outros é o povo que as rejeita.
Aqui estamos “meio” longe dessa situação ideal. Precisamos de leis que nos obriguem cuidar até de nós mesmos. Por isso aplaudimos com ressalvas a iniciativa de legislar sobre as sacolas
em Floripa. Mas, sem lei nem chance, ainda que o (grave) problema ambiental prejudique todos nós.
Tem o detalhe que vai ao cerne do problema: a medida que cresce o nível de consciência sobre o problema das sacolas de plástico, cresce a quantidade de pessoas que deixam de usá-las. Mas o fato está começando a incomodar mais e mais pessoas, que seguem pagando por aquilo que não utilizam.
Isso, o Projeto de Lei proposto não pode considerar, por razões jurídicas. Assim, os comerciantes, especialmente mercados – que incluem o custo das sacolas no valor dos produtos, seguirão recebendo pelo que não entregam. Fica claro que não é um serviço como outros que um mercado é obrigado a dar, como segurança, limpeza e higiene, uniformes de funcionários, energia, água, etc. É um produto pelo qual o comerciante percebe lucro. É venda casada sem valor especificado. Pode cobrar o que quiser e ninguém vai saber. Algo totalmente antiético e fora da lei.
Sem nos complicar demais, parece mais correto cobrar de cara pelo que se entrega e não cobrar daqueles que não querem o produto, ou as sacolas, no caso. Se o cliente achar que precisa de uma ou outra, paga no caixa como qualquer outra coisa que esteja comprando. No fundo nada muda, o comerciante segue recebendo pelo que fornece e quem usa segue pagando pelo que precisa. Melhor ainda se essas sacolas forem oxi-biodegradáveis, aproveitando dar uma mão ao meio ambiente, que já está intoxicado das tradicionais.
O que não pode acontecer é uma empresa ser declarada social e ambientalmente responsável, se empregar essa prática de cobrança embutida e menos ainda se estiver distribuindo sacolas de plástico tradicionais.
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08.03.07
Posted in Uncategorized at 11:11 am por ernestokramer
Achei uma cartilha publicada pela Assembléia Legislativa de Santa Catarina e produzida por Qualidade em Quadrinhos que, na sua contracapa, apresenta o seguinte texto:
Desenvolvimento Sustentável
É um modelo que busca satisfazer as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das futuras gerações de suprir suas próprias necessidades.
É utilizar recursos naturais sem comprometer sua produção, fazer proveito da natureza sem devastá-la e buscar a melhoria da qualidade de vida e da sociedade.
Os três pilares de Desenvolvimento Sustentável são: Social, Ambiental e Econômico.
Produção + Limpa
Aplicar continuamente uma estratégia ambiental preventiva, integrada aos processos, produtos e serviços, para aumentar a eco-eficiência e evitar danos ao Ser Humano e ao Meio Ambiente.
Esse modelo aplica-se a:
Processos Produtivos
Conservar matérias primas e energia, eliminar as matérias tóxicas, reduzir a quantidade e a toxicidade dos resíduos e emissões.
Produtos
Reduzir os impactos ambientais negativos ao longo do ciclo de vida de um produto, desde a extração das matérias primas até sua disposição final.
Serviços
Incorporar as preocupações ambientais no planejamento e na entrega dos serviços.
Não vejo como as sacolas de plástico tradicionais se encaixam nisso. Produtor ou fabricante, distribuidor ou comerciante, junto aos usuários, devem se unir na procura de soluções ambientalmente amigáveis. Sacolas oxi-biodegradáveis já são um passo à frente, mas o ideal são as sacolas reutilizáveis. Uma não descarta a outra, cada uma delas tem um fim específico. O que não podemos fazer é seguir enchendo a natureza de plástico que demora séculos em degradar. Nossos filhos e netos merecem respeito, ainda que não tenham nascido.
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08.01.07
Posted in Uncategorized at 1:55 pm por ernestokramer
“Na Ilha usamos 200.000.000 de sacolas por ano. O quê vamos fazer com elas?”, não é uma questão retórica. Refere-se àqueles práticos saquinhos que, por “certos hábitos de compra”, acostumamos usar.
Isso é assunto que só poderemos superar com ampla informação e educação da população, visando a redução de uso; acompanhando com campanhas em favor de sacolas reutilizáveis, preferentemente de pano.
Alguns de nós tentamos achar formas criativas de reusar essas leves embalagens plásticas antes de elas acabarem no lixo. Outros simplesmente as jogam em qualquer lugar tão pronto tiram o conteúdo. Reciclar este recurso, tal como reciclamos garrafas de vidro, latas de alumínio ou caixas de leite, é tarefa muito dificultosa.
Uma nova iniciativa de reciclagem de sacolas plásticas foi implantada na Califórnia. O programa obriga comerciantes a ter recipiente de coleta apropriado, para juntar sacolas que seriam recicladas, “em lugar proeminente e visível”.
Ambientalistas estão preocupados porque tiveram que ceder em alguns compromissos, para poder aprovar a Lei. Pretendia-se também taxar o uso de sacolas de plástico e que o consumidor fosse restituído do valor das sacolas na entrega para reciclagem. Não colou. A meta proposta, mais ambiciosa, é “achar modos de fazer compras que não sejam tão abusivos com o Planeta”.
A Lei é considerada o começo de um novo esforço para reciclar mais itens de plástico, além de encorajar a indústria para procurar outros materiais que ‘peguem mais de leve’ no Planeta; alguma coisa que não seja feita de petróleo.
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Posted in Uncategorized at 1:52 pm por ernestokramer
VC deve ter interesse em participar da discussão que pode beneficiá-l@ diretamente. Eu me sinto mais como jornalista-blogueiro, abrindo um canal público de discussão, de comunicação, sobre um tema em especial. Posso publicar matérias de quem for ou me der na telha, dentro de certos parâmetros mais ou menos civilizados.
Para fazer contato direto, pessoal com minha pessoa física, é simples. Deixe um comentário em qualquer post, solicitando contato. Seu e-mail não será publicado, mas eu poderei responder direto, sem burocracia.
Seus comentários, inseridos em tempo real, sem triagem, são garantia mínima de democracia aberta e podem ser valiosa contribuição.
Estamos mais inclinados a acreditar em ameaças alienígenas criadas pela imaginação de qualquer cineasta ávido de dinheiro, que a enxergar a ameaça que representa o uso indiscriminado de sacolas plásticas, causada por nossos hábitos de compras. Mudar o hábito representa, simplesmente, começar a pesquisar outras formas de trazer as compras pra casa. Só essa pequena mudança de hábito iria gerar mais empregos que atualmente as indústrias de plásticos oferecem.
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Posted in Uncategorized at 1:51 pm por ernestokramer
PROJETO DE LEI DO SENADO – No 259, de 2007
Dispõe sobre o Programa de Substituição de Embalagens Plásticas Convencionais por Congêneres Biodegradáveis.
O Congresso Nacional decreta:
Art. 1o – Esta Lei institui o Programa de Substituição de Embalagens Plásticas Convencionais por Congêneres Biodegradáveis, com vistas à prevenção e ao controle da poluição ambiental e à proteção da qualidade do meio ambiente e da saúde humana.
Art. 2o – Para os efeitos desta Lei consideram– se:
I – embalagens: qualquer invólucro utilizado com a finalidade de acondicionar e transportar produtos e mercadorias em geral, bem como sacos para lixo;
II – embalagens plásticas convencionais: as manufaturadas com resinas petroquímicas;
III – embalagens plásticas biodegradáveis: as manufaturas com material passível de degradação por microorganismos.
Art. 3o – São objetivos do Programa:
I – assegurar a salubridade humana e Ambien tal;
II – minimizar o impacto ambiental causado pela disposição final inadequada de embalagens de plás tico convencional;
III – incentivar o uso de produtos ambientalmente corretos;
IV – incentivar o desenvolvimento e a adoção de tecnologias ambientalmente saudáveis.
Art. 4o = São instrumentos do Programa:
I – a pesquisa Científica e tecnológica;
II – a cooperação técnica entre os setores públi cos e privados para o desenvolvimento de pesquisas e nov os produtos.
III – a concessão de incentivos fiscais e creditícios;
IV – a divulgação de informações relativas aos riscos que os resíduos provenientes de embalagens plásticas convencionais podem representar à saúde humana e ao meio ambiente.
Art. 5o – As pessoas jurídicas de direito privado que invistam na fabricação de embalagens plásticas biodegradáveis farão jus a incentivos fiscais e credití-
cios, nos termos de legislação específica.
Art. 6o – O Programa do que trata o art. 1o será implementado no prazo máximo de cinco anos, a contar da data da publicação desta Lei, após o que serão avaliados os resultados alcançados.
Art. 7o – Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Justificação
O crescente descarte indiscriminado de embalagens plásticas, sobretudo as sacolas distribuídas em estabelecimentos comerciais, vem causando danos ambientais de grande proporção.
As embalagens plásticas convencionais são fabricadas com resinas petroquímicas, não biodegradáveis, e levam séculos para se decompor.
A degradação desse material em aterros é difícil e lenta, e tampouco pode ser transformado em adubo.
Segundo dados do Compromisso Empresarial para a Reciclagem (CEMPRE), somente cerca de 16,5% do material plástico é reciclado no Brasil, o que equivale a 200 mil toneladas por ano. Desse total, 60% provêm de resíduos industriais e 40% do lixo urbano, conforme estimativa da Associação Brasileira de Recicladores de Materiais Plásticos.
Entendemos que somente medidas como a reciclagem e as mudanças do padrão de consumo pela sociedade não serão suficientes para reverter a poluição causada pelas embalagens plásticas, que estão disseminadas por toda a parte – não se restringindo aos lixões e aterros sanitários –, contaminando tanto ecossistemas terrestres quanto aquáticos.
A solução, a nosso ver, passa pela fabricação de plásticos que possam ser degradados em menor espaço de tempo, como os biodegradáveis, que podem,
inclusive, ser transformados, durante o processo de decomposição, em composto orgânico.
A proposição que ora apresentamos objetiva promover a substituição, num prazo de cinco anos, do uso de embalagens e sacos plásticos convencionais pelo de congêneres fabricados com plástico biodegradável – plástico que poderá ser decomposto pela ação dos microorganismos presentes no solo.
Assim, o Programa instituído pelo projeto vem, por meio de incentivos fiscais e creditícios, estimular os fabricantes de embalagens plásticas a adotarem prática ambientalmente saudável com vistas à prevenção e ao controle da poluição e à proteção da qualidade do meio ambiente o da saúde humana.
Pelas razões expostas, contamos com o apoio dos nobres colegas Senadores para o aperfeiçoamento e a aprovação de nossa proposta.
Sala das Sessões, 17 de maio de 2007. – Senadora Maria do Carmo Alves.
(À Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle – decisão terminativa.)
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Posted in Uncategorized at 1:49 pm por ernestokramer
PROJETO DE LEI
Sumula: Cria, no âmbito do Estado do Paraná, o Programa de Incentivo à substituição das sacolas plásticas.
Art. 1° – Cria no âmbito do Estado do Paraná, Programa de Incentivo, à substituição das sacolas plásticas derivadas de polietileno, propileno ou de polipropileno para o acondicionamento de gêneros alimentícios, limpeza, higiene e de bebidas, por sacolas biodegradáveis ou oxi-biodegradáveis.
Art. 2° – As sacolas biodegradáveis ou oxi-biodegradáveis deverão atender aos regulamentos técnicos dos órgãos ambientais e/ou de saúde.
Art. 3°. O Poder Executivo regulamentará a presente lei.
Art. 4° – Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
Sala das Sessões,10 de Abril de 2007.
ROSANE FERREIRA – Deputada Estadual
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Posted in Uncategorized at 1:48 pm por ernestokramer
Copiamos na íntegra o projeto de Panambi-RS. O texto da Lei Municipal embaixo está servindo como modelo padrão em vários municípios brasileiros.
EDISON LUÍS ARTMANN Vereador da bancada do PT, encaminha ao Plenário para que depois de lido, discutido e votado seja aprovado o Projeto de Lei em anexo, que dispõe sobre o uso das sacolas plásticas utilizadas pelos estabelecimentos comerciais no âmbito do município de Panambi/RS, e dá outras providências.
APRESENTAÇÃO E JUSTIFICATIVA
Senhores Vereadores, Senhora Vereadora, ao encaminhar o presente Projeto de Lei para apreciação deste plenário, estamos encaminhando muito mais do que um simples Projeto de Lei, e sim, estamos encaminhando uma proposta alternativa para um grave problema que afeta não só as pessoas residentes atualmente em nosso município, mas sim, uma necessidade vital a adoção de medidas concretas quando se fala em preservação do meio ambiente, e a perspectiva de vida viável para as gerações futuras.
A preocupação com o meio ambiente está se tornando imperativa para a sobrevivência de toda humanidade. A preocupação com o uso e o destino correto de todo lixo produzido pelo ser humano é a cada dia mais necessário, onde o plástico é um componente de uso permanente na atualidade, sendo que o plástico comum demora cerca de 500 anos para ser degradado e absorvido em ambiente natural.
Este tipo de material causa diversos transtornos quando dispensado erroneamente ao solo, entupindo esgotos e córregos, causando também a degradação do aspecto visual de um lugar.
Assim, é urgente ao mundo moderno uma revisão quanto a forma com que a sociedade se apropria e utiliza dos recursos naturais, sendo competência de cada um de nós, dia a dia, nos propor uma reeducação em nossos hábitos, onde que, o presente projeto, que almeja a substituição do material plástico comum pelo oxi-biodegradável é um passo para amenizar a poluição e proporcionar a possibilidade de continuidade de vida com qualidade por muitos e muitos anos em nosso município, estado e país.
Panambi, 26 de abril de 2007.
Edison Luís Artmann – Vereador do PT
PROJETO DE LEI
DISPÕE SOBRE AS SACOLAS PLÁSTICAS UTILIZADAS PELOS ESTABELECIMENTOS COMERCIAIS NO ÂMBITO DO MUNICÍPIO DE PANAMBI/RS, E DA OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
DELMAR HINNAH, Prefeito Municipal de Panambi, Estado do Rio Grande do Sul, faço saber que a Câmara Municipal de Vereadores de Panambi aprovou e eu, em cumprimento a Lei Orgânica Municipal, Sanciono a seguinte :
LEI MUNICIPAL
Art. 1º. Os estabelecimentos comerciais situados no âmbito do município de Panambi devem utilizar para o acondicionamento de produtos, mercadorias em geral embalagens plásticas oxi-biodegradáveis – OBP’s.
Parágrafo único. Entende-se por embalagem plástica oxi-biodegradável aquela que apresente degradação inicial por oxidação acelerada por luz e calor, e posterior capacidade de ser biodegradada por microorganismos e que os resíduos finais não sejam eco-tóxicos.
Art. 2º. As embalagens devem atender aos seguintes requisitos:
I – Degradar ou desintegrar por oxidação em fragmentos em um período de tempo especificado;
II – Biodegradar – tendo como resultado CO2, água e biomassa;
III – Os produtos resultantes da biodegradação não devem ser eco-tóxicos ou danosos ao meio ambiente;
IV – Plástico, quando compostado, não deve impactar negativamente a
qualidade do composto, bem como do meio ambiente.
Art. 3º – Os estabelecimentos comerciais terão prazo de um ano a contar da data de publicação desta lei para substituir as sacolas comuns pelas
biodegradáveis.
Art. 4º – Os estabelecimentos que descumprirem esta lei serão autuados e
terão o alvará de funcionamento suspenso enquanto não substituírem as sacolas.
Art. 5º – Esta lei restringe-se às embalagens fornecidas pelos estabelecimentos comerciais, excetuando-se, portanto, as embalagens originais das mercadorias.
Art. 6º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Gabinete do Prefeito Municipal – Panambi – RS,
DELMAR HINNAH – Prefeito Municipal
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Posted in Uncategorized at 1:46 pm por ernestokramer
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Em setembro 2k1, Taiwan proibiu a distribuição de sacolas de plástico pó agências governamentais, escolas e militares. Em 2k3 estendeu a proibição, incluindo supermercados, lanchonetes, lojas de departamentos e shopping centers. O cliente paga de 30 a 60 centavos de dólar por uma sacola.
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Bangladesh, de cara, proibiu toda sacola de polietileno, em 2k2, depois de serem achadas culpáveis pelas enchentes de 1988 e 1998, que alagaram dois terços do país. Sacolas descartadas entupiram o sistema de drenagem, de escoamento de águas da nação.
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Posted in Uncategorized at 1:44 pm por ernestokramer
Indústrias, no Planeta todo, fabricaram de 4 a 5 bilhões de sacolas de plástico em 2k2, declara o WorldWatch Institute, sediado em Washington.
Por alguns anos já, está se discutindo o assunto que atinge as sacolas de plástico tradicionais; mas os legisladores do Município (County) de São Francisco, Califórnia, trouxeram uma nova energia à discussão.
Aprovaram um requerimento às empresas distribuidoras no varejo, (texto de Lei:) “para trocar as sacolas de plástico tradicionais por outras de plástico biodegradável que possam ir a centros de compostagem comunitários”. Entenda-se aí lixão incluído.
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Posted in Uncategorized at 1:41 pm por ernestokramer
As sacolas de plástico, como todas as formas de plástico, não biodegradam. Elas foto-degradam (degradam com luz), quebrando em menores e menores pedacinhos tóxicos, contaminando solo, vias de água, oceanos e entrando na rede alimentar quando ingeridos.
47% dos detritos levados pelo vento desde os lixões são plásticos e grande parte disso são sacolas. No âmbito marinho o lixo plástico é mortífero, letal. Depois de um animal morrer por ingestão de plástico, o corpo se decompõe e o plástico é devolvido ao ambiente, onde pode seguir matando.
Cerca de 80% do lixo marinho vem da terra, varrido pelo vento ou lavado pela chuva, descendo riachos e rios até o mar. Cerca de 90% do lixo flutuante é plástico.
Um relatório do Programa Ambiental das Nações Unidas estimou, em julho 2k6, que tem uma média de 46.000 pedaços de plástico flutuando na superfície ou perto dela, em cada milha quadrada de oceano.
Dos 500.000 filhotes de albatroz nascidos no Atol de Midway (norte do Hawaii) cada ano, perto de 200.000 morrem por desidratação ou inanição. Um estudo de dois anos, financiado pela Agência de Proteção Ambiental dos EUA, mostrou que os pintinhos que morreram dessas causas tinham o dobro de plástico em seus estômagos que aqueles mortos por outras causas.
Outro relatório: “Lixo Plástico nos Oceanos do Mundo”, publicado pelo grupo internacional Greenpeace, informa que pelo menos 267 espécies marinhas são conhecidas por estar sofrendo pela ingestão de detritos marinhos. Estima-se que 1 milhão de pássaros marinhos engasguem ou fiquem presos em redes plásticas e outros detritos, cada ano.
Foram encontrados 4 m2 de plástico numa baleia achada morta numa praia de Cairns, na Austrália.
Sem pensar ir tão longe, ficando pertinho de aqui mesmo, vale a pena conferir a estarrecedora quantidade de plásticos que os pescadores encontram nas suas redes. Pior é que, além de jogar tudo de volta ao mar, ainda incrementam com o lixo próprio. A gente estava achando que teriam mais cuidado com o meio que (ainda) lhes proporciona o sustento.
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07.30.07
Posted in Uncategorized at 8:27 am por ernestokramer
Do que foi discutido na
Ação Popular da semana passada,
Pelo que eu lembro, resgatei o rascunho a seguir:
1.- A discussão não se reduz à implantação de uma técnica em lugar de outra.
2.- As sacolas OBD não são uma solução. Podem ajudar a desafogar o stress ambiental, agora. O que tem que parar é a produção das tradicionais. Mais importante é diminuir o consumo de embalagens e sacolas descartáveis.
3.- Uma regulamentação do assunto “Sacolas de Plástico” está sendo tratado a nível Federal, no Senado da Nação; como também vários Estados e Municípios, no país inteiro, estão encarando com responsabilidade político-ambiental as possibilidades mais realistas de equacionar a situação.
Estudar legislações propostas em outros lugares.
4.- Aplicar o princípio de “paga quem usa; não paga quem não usa“. As sacolas deveriam ser pagas no caixa. O consumidor deveria ser informado, com prova real, do preço daquilo que está levando, até o custo de cada sacola de plástico que levar na compra. Quem não usar das sacolas oferecidas pelo mercado, não pode ser penalizado a pagar pelo esbanjamento e pela falta de consideração ambiental de outros.
5.- Não temos informação suficiente para entender um “prazo de carência“, até a Lei ser efetivada sob pena de punições. Entende-se que deve haver contratos entre grandes empresas, que poderiam ser prejudicadas por medidas legislativas não devidamente colocadas em contexto. Tanto FIESC como ACATS poderiam prestar valiosa assessoria.
6.- Vinculação da Lei a ações e campanhas de difusão do assunto sacolas, visando medidas sócio-educativas, conscientização, sensibilização do usuário das sacolas, das crianças nas escolas, e de entidades, instituições e empresas em geral.
7.- Solicitar aos órgãos públicos do Executivo, Legislativo e Judiciário, Municipal e Estadual, adotarem sacolas oxi-biodegradáveis à brevidade possível. Devem ser os primeiros a dar o exemplo à população, do que precisa ser feito. Uma autoridade ambientalmente amigável não precisa de leis para fazer o que é necessário.
8.- A eliminação das sacolas de plástico tradicionais é assunto que apresenta urgência. O processo de adaptação às sacolas oxi-biodegradáveis parece irreversível. A regulamentação de ambas, feitas de ‘plástico’ (petróleo), é questão que não pode ser protelada.
9.- Estudar soluções que sejam próprias do Municípipo de Florianópolis e do Estado de Santa Catarina, com participação popular.
Obs!:
encaminhem seus comentários,
embaixo, sem maior burocracia.
O espaço é público,
sem restrições de acesso nem de participação.
A Opinião de Cada Um é Importante.
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07.22.07
Posted in Uncategorized at 9:17 am por ernestokramer
A Ação Popular das Sacolas de Plástico começa Terça-feira 24, numa sala do Centro de Filosofia e Humanas da UFSC. Às 14 horas está marcada uma reunião com entidades ambientalistas, visando preparação de uma pauta que será apresentada a representantes de autoridades envolvidas com o meio ambiente, na Quinta-feira 26.
Essa segunda reunião é como a pedra fundamental, ou base das ações que serão empreendidas a continuação, como esclarecido em post anterior.
Foram endereçados convites a algumas autoridades e instituições, mas a participação não é limitada, fechada nem restrita a estas. Qualquer cidadão, seja ou não representante de grupo organizado, pode participar.
Nas reuniões será explicado o problema ambiental produzido pelo uso indiscriminado das sacolas plásticas, e se debaterão soluções social e ambientalmente sustentáveis.
Não há razão para que a equação do problema, as soluções factíveis, seja fator que cause prejuízo a quem queira que seja. O desafio é chegar a uma solução adequada, que realmente conte com resposta positiva da população.
O assunto merece ser discutido aberta e democraticamente por toda a sociedade, sem demagogia nem intervenção paternalista. São vários os fatores a ser tomados em consideração, variadas as interrelações que configuram a matéria. O conhecimento delas contribui à escolha da solução mais acertada e conveniente.
Este blog está tentando mostrar dados que se encontram espalhados, procurando contribuir com a informação geral.
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Posted in Uncategorized at 9:14 am por ernestokramer
Com alegria recebemos a notíca que a Indústria de Plásticos Bauplas, de Pomerode-SC, está enviando um pacote de sacolas oxi-biodegradáveis para repartir durante a JIASA. Agradecemos ao dono da Empresa Sr. João Bauer Jr. e o Departamento Comercial pela contribuição. Quem for às reuniões da Ação Popular das Sacolas de Plástico não deve ficar sem amostra.
Transcrevo do e-mail recebido:
Acreditamos na importância das atitudes para a preservação do meio ambiente, agindo de forma ética e que caberá a cada cidadão dar o exemplo.
Será necessário estabelecer prioridades sem demagogia e de forma inteligente.
Esperamos oferecer uma solução, uma embalagem que atenda necessidades para um futuro melhor.
Observamos que algumas indústrias estão se adiantando a ações legais, oferecendo o novo produto aos comerciantes. Outra vez é válido o velho ditado “quem sai na frente leva vantagem”.
O setor supermercadista hoje é visto como o maior vilão da novela, devido a ser – de longe – o maior distribuidor de sacolas tradicionais. Encaminhando suas ações por uma via de responsabilidade ecossocial, pode se transformar no maior e mais importante propagador dos novos usos e costumes que precisamos adotar. Afinal, marketing é a alma do negócio, apresentando ótimos retornos para empresas ambientalmente amigáveis.
O assunto tem alto potencial de marketing positivo, beneficiando empresas que assumam o engajamento em esta causa ambiental.
O consenso indica que algo radical deve ser feito, com urgência. O bom senso aconselha que essa urgência não atrapalhe, não impeça chegar a um resultado que concilie as diversas situações, necessidades e os interesses em jogo.
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Posted in Uncategorized at 9:02 am por ernestokramer
A matéria a continuação tirei do site da FunVerde listado à direita. Reflete a posição de quem defende as sacolas oxi-biodegradáveis. É um pouco longo, mas quem procura informação acha aqui.
> Quais as vantagens efetivas das sacolas oxi-biodegradáveis se uma vez no aterro sanitário não disporão mais de ar para se degradar? E assim continuarão produzindo chorume e metano?
Para esta fase de biodegradação é necessário ambiente biologicamente ativo. Estabelecidos estes fundamentos, plásticos oxi-biodegradáveis permanecerão inertes em ambiente onde não existam estas condições.
>Mas onde não existem estas condições a não ser no espaço sideral ou nas profundezas de aterros adequados?
Porém, se este plástico oxi-biodegradável, antes de ficar nas profundezas do aterro, já tiver tido sua degradação oxidativa iniciada, com quebra das longas cadeias poliméricas provocada pela oxidação e acelerada por luz, calor e estresse, então vai degradar completamente.
Lembre-se que o plástico que vem da fábrica fica armazenado nos estabelecimentos antes de ser distribuído para o consumidor, ele nunca é fabricado e imediatamente descartado.
O fato é que a finalidade deste plástico oxi-biodegradável é, em primeiro lugar, combater via total degradação o plástico que não é coletado e reciclado e que fica por décadas poluindo o meio ambiente.
Outra finalidade é que a degradação aconteça em lixões e aterros inadequados, onde existe ar, luz e calor.
Em somente 11% das cidades brasileiras existe alguma chance (muito pequena mesmo, se você levar em conta a falta de educação da população) que os plásticos oxi-biodegradáveis permaneçam inertes nas profundezas de um aterro adequado (lembre-se que quando descarregado no aterro, o lixo fica no topo da pilha por tempos até outra pilha de lixo ser adicionada por cima, dando tempo do plástico se degradar e posteriormente biodegradar).
Mesmo assim, sabemos que os plásticos não são fabricados e imediatamente enterrados nas profundezas do aterro adequado. Antes disto terão sido submetidos a todos os fatores que causam e aceleram a degradação.
Plásticos, oxi-biodegradáveis ou não, nada tem a ver com chorume. Não emitem Metano (CH4), pois CH4 não contém oxigênio em sua fórmula química, portanto algo que é inerte na ausência de Oxigênio não pode gerar algo que é resultado justamente da ausência de Oxigênio.
Metano é gerado pela biodegradação anaeróbica (ausência de ar), por exemplo, de resíduos orgânicos que estão em sacos para lixo de plástico convencional.
Vamos dar como exemplo uma cidade de pequeno ou médio porte, onde não existam os compactadores de lixo.
O lixo é coletado e jogado em um caminhão caçamba e posteriormente, colocado em lixão a céu aberto. Neste caso, o plástico oxibiodegradável irá se decompor rapidamente; os conteúdos deste saco serão decompostos também, evitando ficar anos dentro de um saco de lixo convencional que não irá se degradar em um curto espaço de tempo (o plástico convencional pode demorar até 500 anos para se decompor).
Leia abaixo trecho da Nota Explicativa sobre plásticos oxi-biodegradáveis emitida pela BPA.
“Os sacos plásticos para detritos convencionais tomam mais espaço no aterro sanitário porque eles retêm ar, não se decompõem rapidamente e inibem a decomposição de seu conteúdo.
O plástico oxibiodegradável é foto-oxidado, fragmentado e biodegradado em CO2 e água, na superfície aeróbica das camadas superficiais do aterro sanitário; mas inertes nas camadas profundas na ausência de oxigênio.”
>E se gastam petróleo e energia para sua fabricação?
> Como poderão diminuir o volume de lixo, exigência dos tempos atuais?
Mas para sua informação, o projeto sacolas ecológicas prevê dois tipos de sacolas, um para lixo reciclável e outro para lixo não reciclável.
> O que diz a ANVISA?
> De quem é a patente da bactéria que é adicionada ao plástico comum para que se torne oxi-biodegradável?
Quantas fábricas existem e qual seu potencial de atendimento ao comércio em geral?
Quanto ao potencial é o mesmo de hoje, porque qualquer fabrica, sem mudar sequer um equipamento, pode se tornar em pouquíssimo tempo produtora de plástico com qualquer tecnologia de oxi-biodegradabilidade.
>Sabendo-se que institutos de pesquisa de nossas universidades já descobriram e patentearam plásticos originados de matérias orgânicas, como bagaço de cana, mandioca, etc., qual a razão do silêncio sobre sua fabricação e uso?
Primeiro o plástico biodegradável precisa de um ambiente biologicamente ativo para de degradar e não resolve o problema das sacolas que são descartadas de maneira incorreta pela população e que muitas vezes vão parar em cima de árvores ou outros lugares inusitados que impedirão sua decomposição.
Isso nos levou, em 2005 a apoiar a tecnologia oxi-biodegradável, vendo a falta de educação da população. Depois, somos contra a utilização de alimentos para confecção de plástico porque AIMENTO É PARA SERVIR DE COMIDA PARA HUMANOS.
Somente 16% da terra da Europa ainda é fértil, a camada média de terra fértil no Brasil é de 20 cm, então, enquanto houver petróleo como hoje, vamos defender a utilização do plástico derivado de petróleo, deixando os recursos naturais para futura produção de alimentos para nossos descendentes.
Como você disse, esses plásticos biodegradáveis originados de matérias orgânicas ainda estão no âmbito acadêmico e como somos muito práticos e queremos uma solução para já, para hoje e não para um futuro fantasioso ou longínquo (neste ritmo de destruição do planeta e de consumismo não sabemos nem mesmo quanto tempo a humanidade ainda tem), optamos pela disseminação da tecnologia oxi-biodegradável que já está em funcionamento, com um preço quase igual ao do plástico convencional.
Hoje em 2007 já contamos com mais de 90 fabricas no Brasil, vários Estados criando legislação: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul tem uma legislação federal em andamento, fora as várias redes de supermercados que já utilizam esta tecnologia há mais de 8 meses sem nenhuma legislação exigindo.
Temos também dezenas de cidades criando legislação obrigando o primeiro e o segundo setor – governo e setor produtivo, o comercio – a utilizarem as sacolas ecológicas, será que são todos sonhadores apaixonados, tontos?
Ou estamos fazendo e com isso, mexendo com aqueles que gostam de criticar sem uma única ação? São os ambientalistas de shopping center, ou ambientalistas de sofá.
Estamos sempre necessitando de pessoas que tem uma visão de futuro e este futuro depende de nossas ações hoje. Precisamos muito de pessoas com ações e objetivos concretos para podermos salvar este planeta.
Nós todos vivemos em uma única bola no espaço e se deixarmos que outras pessoas destruam o meio ambiente e não fizermos nada, estaremos permitindo que todos nós percamos com isso, e principalmente os cidadãos que ainda não nasceram estarão perdendo suas vidas que ainda nem começaram.
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07.11.07
Posted in Uncategorized at 12:27 pm por ernestokramer
Segunda á tarde entreguei convites para R-2; pasta com convite formal e impressos da Jornada e da Ação Popular SacsPlast. A pasta artesanal, de papel de bagaço de cana, ficou show.
O Deputado Estadual Décio Góes deve estar voltando de viagem. Acredito mesmo que vai confirmar presença. Deputado: Santa Catarina está bem atrasada neste assunto sacsplast. Vários outros Estados já estão legislando sobre o tema; e lá, onde andou viajando dias passados, nem mais acha sacolas de plástico.
O Vereador Xandi Fontes está comprometendo apóio a iniciativas populares que visem legislação sobre sacolas. Empenhou participação na quinta 26.
A julgar pelo teor dos contatos prévios com os Institutos Carijós e Ratones, quero acreditar que vão aparecer o dia 24.
A UFECO deve estar ausente, mas entendo perfeitamente que tem horas quando é impossível carregar mais a agenda. Tem evento nos mesmos dias. Assim mesmo ofereceu apóio na divulgação.
Espero retorno de Aliança Nativa. Fiz contato por celular, invadi reunião, nem perguntei o nome, mandei e-mail. Não consigo contato com o Instituto Multidisciplinar do Meio Ambiente. Quem puder ajudar… Existe possibilidade concreta de participação de um Diretor da empresa ResBrasil, que é detentora da tecnologia e matéria prima d2w para fabricação de plásticos oxi-biodegradáveis. É ela que faz o licenciamento de novas fábricas. Outros contatos em andamento.
Relembrando que sua Entidade também pode participar. Para contato, basta deixar comentário nesta postagem.
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